terça-feira, 6 de setembro de 2011

Meus Irmãos

Gostaria de fazer uma homenagem à uma pessoa que é muito especial pra mim , me acompanha e está constantemente ao meu lado também, me apoiando, dando forças, incentivos, carinho e amor, que é a minha querida irmã Ana Luiza. Todos os meus irmãos são especiais e gostaria  também de falar sobre cada um deles,  e Ana Luiza os representa muito bem.
Aninha! Teria que ter milhões de palavras pra defini-la! Minha querida irmã!!! Você é demais!!!Eu queria poder fazer pelo menos a metade do que você faz, mas você é única!!! Exclusiva!!! Tem um coração que só cabe amor, amor, e amor!!! Mãezona da família... Qtas vezes você já segurou minha barra!!! Olha que só minha, foram muitas!!!Está sempre disposta a ajudar a todos, sem excessão... Te amo!

 Ana Luiza

Hoje somos em dez irmãos. Estamos sempre juntos, pois tudo é motivo de festas pra gente. Estavam até querendo fazer uma festa pra lançar este Blog, rsrsrs.... Nos divertimos muito nestes encontros. Eles são maravilhosos e  se preocupam muito comigo. Só tenho a agradecer à todos por tanto carinho!

Eu, Elcio, Enéas, Eugênio, Ana Luiza e Léo

Eu, Enéas, Ana Luiza, Elcio, Léo, Donizete e Laércio

Paulo, Enéas e Eugênio

JB

João Batista (JB)  e Eu - Perto dele, ninguém fica sem dar risadas...é uma comédia!





 

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Tratamento para o Câncer de Mama

 Existem vários tipos  de tratamento para o câncer de mama. São vários os fatores que definem o que é mais adequado em cada caso. Antes da decisão de que tipo de tratamento é  mais adequado, o médico analisa o resultado do exame anátomo-patológico da biópsia ou da cirurgia se esta já tiver sido feita. Além disso, o médico pede exames de laboratório e de imagem para definir qual a extensão do tumor e se ele saiu da mama e se alojou em outras partes do corpo.
Se o tumor for pequeno, o primeiro procedimento é uma cirurgia onde se tira o tumor. Dependendo do tamanho da mama, da localização do tumor e do possível resultado estético da cirurgia, o cirurgião retira só o nódulo, uma parte da mama (geralmente um quarto da mama ou setorectomia) ou retira a mama inteira (mastectomia) e os gânglios axilares.
As características do tumor retirado e a extensão da cirurgia definem se a mulher necessita de mais algum tratamento complementar ou não. Geralmente, se a mama não foi toda retirada, ela é encaminhada para radioterapia.
Dependendo do estadiamento, ou seja, quão avançada está a doença (tamanho, número de nódulos axilares comprometidos e envolvimento de outras áreas do corpo), também será indicada quimioterapia ou hormonioterapia. Radioterapia é o tratamento que se faz aplicando raios para eliminar qualquer célula que tenha sobrado no local da cirurgia que por ser tão pequena não foi localizada pelo cirurgião nem pelo patologista. Este tratamento é feito numa máquina e a duração e intensidade dependem das características do tumor e da paciente.
Quimioterapia é o uso de medicamentos, geralmente intravenosos, que matam células malígnas circulantes. O tipo de quimioterápico utilizado depende se a mulher já está na menopausa e a extensão da sua doença. Hormonioterapia é o uso de medicações que bloqueiam a ação dos hormônios que aumentam o riso de desenvolver este tipo de câncer. Este tratamento é dado para aquelas pacientes em que o tumor mostrou ter estes receptores positivos (receptor estrogênio e receptor progesterona).

http://www.abcdasaude.com.br/

Sintomas do Câncer de Mama

O câncer de mama normalmente não dói. A mulher pode sentir um nódulo (ou caroço) que anteriormente ela não sentia. Isso deve fazê-la procurar o seu médico. O médico vai palpar as mamas, as axilas e a região do pescoço e clavículas e se sentir um nódulo na mama, pedirá uma mamografia.

A mulher também pode notar uma deformidade nas suas mamas, ou as mamas podem estar assimétricas. Ou ainda pode notar uma retração na pele ou um líquido sanguinolento saindo pelo mamilo. Nos casos mais adiantados pode aparecer uma "ferida" (ulceração) na pele com odor muito desagradável.

No caso de carcinoma inflamatório a mama pode aumentar rapidamente de volume, ficando quente e avermelhada.

Na maioria dos casos, a mulher é a responsável pela primeira suspeita de um câncer. É fundamental que ela conheça as suas mamas e saiba quando alguma coisa anormal está acontecendo. As mamas se modificam ao longo do ciclo menstrual e ao longo da vida. Porém, alterações agudas e sintomas como os relacionados acima  devem fazer a mulher procurar o seu médico rapidamente. Só ele pode dizer se estas alterações podem ou  não ser um câncer.

Informações retiradas do site: http://www.abcdasaude.com.br/

"O diagnóstico precoce é muito importante"

A fita rosa é usada para representar apoio a luta conta o câncer de mama e promover sua conscientização

Ficheiro:Pink ribbon.svg

Como prevenção, abaixo alguns Fatores de Risco e Proteção do Câncer de Mama

Idade: O Câncer de Mama é mais comum entre as mulheres acima de cinquenta anos. Quanto maior a idade, maior a chance de ter este câncer. Mulheres com vinte anos, raramente tem este tipo de câncer.

Exposição Excessiva à hormônios: Terapia de reposição hormonal (hormônios usados para combater os sintomas da menopausa) que contenham os hormônios femininos estrogênio e progesterona, aumentam o risco do câncer de mama. Não tomar ou parar de tomar estes hormônios é uma decisão que a mulher deve tomar junto a seu médico, pesando os riscos e benefícios desta medicação.

Anticoncepcional oral (pílula) tomado por muitos anos, também pode aumentar este risco.

Retirar os ovários cirurgicamente diminue o risco de desenvolver o câncer de mama, pois diminue a produção do estrogênio (menopausa cirúrgica).

Algmas medicações "bloqueiam" a ação dos estrogênio e são usadas em mulheres que tem um risco muito aumentado de desenvolver este tipo de câncer. Usar esta medicação (tamoxifen), é uma tomada junto com o médico avaliando os riscos e benefícios desta medicação.

Faz parte do tratamento de algumas doenças, irradiar a região do tórax. Antigamente, muitas doenças benígnas se tratavam com irradiação, Hoje este procedimento é praticamente restrito ao tratamento de tumores. Pessoas que precisam irradiar a região do tórax ou das mamas, tem um maior risco de desenvolver um câncer de mama.

Dieta: Ingerir bebida alcoólica em excesso, está associado a um discreto aumento de desenvolver câncer de mama. A associação com bebida de alcool é proporcional ao que se ingere, ou seja, quanto mais de bebe, maior o risco de ter este câncer. Se beber portanto, tomar menos que uma dose por dia.
Mulheres obesas têm mais chance de desenvolver câncer de mama,principalmente quando este aumento de peso se dá após a menopausa ou após os 60 anos.
Seguir uma dieta saudável, rica em alimentos de origem vegetal com frutas, verduras e legumes e pobre em gordura animal pode diminuir o risco de ter este tipo de câncer. Apesar dos estudos não serem completamente conclusivos sobre este fator de proteção, aderir a um estilo de vida saudável, que inclui este tipo de alimentação, diminui o risco de muitos cânceres, inclusive o câncer de mama.

Exercício Físico: Exercício físico normalmente diminui a quantidade de hormônio feminino circulante. Como este tipo de tumor está associado a esse hormônio, fazer exercício regularmente diminui o risco de ter câncer de mama, principalmente em mulheres que fazem exercício regular quando jovens.

História Ginecológica: - Não ter filhos ou engravidar pela primeira vez tarde ( após os 35 anos) é fator de risco para o câncer de mama;
- Menstruar muito cedo (com 11 anos, ou antes) ou parar de menstruar muito tarde expõe a mulher mais tempo aos hormônios femininos e por isso aumenta o risco deste câncer;
- Amamentar, principalmente por um tempo longo, um ano ou mais somado todos os períodos de amamentação, pode diminuir o risco de câncer de mama.

História Familiar: - Mulheres que tem parentes de primeiro grau, mães, irmãs ou filhas, com câncer de mama, principalmente se elas tiverem este câncer antes da menopausa, são grupo de risco para desenvolver este câncer;
- Apesar de raro, homens também podem ter câncer de mama e ter um parente de primeiro grau, como o pai com este diagnóstico,  também eleva o risco familiar para o câncer de mama;
- Pessoas deste grupo de risco devem se aconselhar com o médico para definir a necessidade de fazer exames para identificar genes que possam estar presentes nestas famílias. Se detectado um maior risco genético, o médico pode propor algumas medidas para diminuir estes riscos. Algumas medidas podem ser bem radicais ou ter efeitos colaterais importantes. Retirar as mamas e tomar Tamoxifen são exemplos destas medidas. A indicaçõ destes procedimentos e a discussão dos prós e contras é individual e deve ser tomada junto com um médico muito experiente nestes casos.

Alterações nas Mamas: - Ter tido um câncer de mama prévio é um dos maiores fatores de risco para este tipo de câncer. Manter-se dentro do peso ideal, fazer exercício físico, seguir corretamente as recomendações do seu médico e fazer os exames de revisão anuais são medidas importantes para diminuir a volta do tumor ou ter um segundo tumor de mama;
- Ter feito biópsias mesmo que para condições benígnas está associado a um maior risco de ter câncer de mama.
- Mamas densas na mamografia está associado a um maior risco para este tumor.  é muito importante que a mamografia seja feita em um serviço qualificado e que o exame seja comparado com exames anteriores.

Informações retiradas do Site  

Primeira Mastectomia

A cirurgia foi marcada para 31 de outubro de 2002. A mastectomia radical com esvaziamento das axilas foi inevitável. Foi colocado o expansor e o Port Cart (catéter colocado no tórax para tomar as próximas quimioterapias que viriam pela frente). importante dizer que este port cart tem que ser eparinizado a cada 23 dias para se evitar um possível entupimento, pois ele deverá permanecer conosco ainda, por no mínimo 2 anos após as sessões de químios, procedimento este feito pelas enfermeiras da área de oncologia.
A cirurgia foi um sucesso, fiquei internada por três dias e, já em casa, mal conseguia me olhar no espelho, um pedaço de mim se foi, eu não conseguia pensar que era o câncer que tinha ido e que seria pro meu bem aquela mutilação.  Agora , a sensação era de que eu havia sido atropelada por um mercedes.  Devido ao esvaziamento das axilas, sentia dores muito fortes. Estas dores permaneceram ainda por muito tempo.
Impossível mensurar a dor que sentimos, ela pode ser dor física, psicológica, mas não temos como definí-la.

Após alguns dias da cirurgia, tive rejeição ao expansor e tive que novamente, às pressas, passar por outra cirurgia pra sua retirada. Fiquei decepcionada, pois tinha a esperança de logo fazer a reconstrução e com essa rejeição, isto não seria possível tão cedo.
Então passei a usar sutiã com prótese de silicone, uma forma de me sentir um pouco melhor com minha aparência.  Voltei às sessões de quimioterapias, e após mais seis sessões com Taxol, Dra Martha me encaminhou pra Radioterapia. Foram trinta dias indo ao Hospital para tomar as radiações.
Os efeitos colaterais da radioterapia variam muito de paciente para paciente. Eu mesma, não sentia nada, apenas o local ficou com uma manha escura que pouco tempo depois  voltou ao normal.

Depois das radioterapias, voltei novamente com a Dra. Martha e mediante aos exames solicitados por ela, eu estava praticamente curada e passei então a fazer a hormonioterapia, ou seja, tomei por cinco anos o tamoxifeno, um anti-hormonios. Ele inibe a produção dos hormônios progesterona e estrogênio responsáveis pelo crescimento desordenado das células cancerígenas.
Bom, este foi o tratamento para casos como o meu, claro que o tratamento varia dependendo de cada situação.

Poema Lindo escrito pelo Denis

"Químios e Novo Visual"

Fiz as três primeiras quimioterapias, meus cabelos cairam totalmente, e que drama quando no décimo terceiro dia após a primeira, passei as mãos na cabeça e meus cabelos saia em chumaços. Fui para o chuveiro e chorava desesperadamente, liguei para Ana Luiza e ela veio imediatamente me amparar.
Ligamos em seguida para meu irmão Elcio que é cabeleireiro para vir passar a máquina. Ele também em menos de dez minutos chegou. Não dá pra ficar sem raspar, pois fica uns buracos  no couro cabeludo e a aparência é pior.
Antes que começassem a cairem, na época  meu cabeleiro Maneco, que por sinal é uma pessoa incrível, me esprestou uma peruca. E isso já me deixou super feliz. A usei por muito tempo.
No consultório , também  me passaram o telef. e endereço do cabeleireiro "Jean Luie",que confecciona perucas . Outra pessoa incrível, pois ele tem o dom de sempre levantar nosso astral,  e então fui até lá e comprei uma. Nossa autoestima melhora muito. Parece que os cabeloss são a moldura do nosso rosto.
Tentei por várias vezes usar lenços, morria de vergonha de aparecer para as pessoas, até que me acostumei e pelo menos em casa fico sem nada na cabeça. Meu marido prefere assim. Mas quando tenho que ir pra algum lugar, não consigo sair sem a peruca.

Novo Visual









As enfermeiras sempre me trataram com muito carinho em todas as sessões.  Sempre tentaram me consolar e eu fiquei até mais conformada quando uma delas me falou..."Sara, se seus cabelos caíram, é sinal que as quimioterapias estão fazendo efeito, agora se não tivessem caido, aí sim você deveria ficar chateada, e preocupada, os cabelos crescem novamente!"

"De Frente com o Inimigo"

Em maio de 2002, percebi algo estranho na minha mama direita e procurei um Mastologista e foi me indicado um dos mais respeitados aqui de Santos, o Dr. Vicente Tarricone. Assim que fui examinada, ele já me pediu uma série de exames, tais como: Mamografia, ultrassonografia das mamas, Raio X de Torax, exames de Sangue, etc...
Minha irmã Ana Luiza, como sempre faz até hoje, me acompanhou até ele para levar os resultados.
Eu teria também que passar por uma biópsia  e assim foi feito. O diagnóstico foi Câncer de Mama, já no estádio IV, ou seja ,  muito avançado. 

Quando recebi o diagnóstico do Dr. Vicente, minha impressão era de que eu estava sendo jogada de um avião sem pára-quedas, completamente sem chão, pois teria que passar por uma mastectomia radical, e eu fiquei abalada mesmo, pois a vaidade de ser uma "mulher perfeita" nestas horas fala mais alto e eu pensava, Meu Deus! Ninguém merece passar por isso!

Dr Vicente então, me encaminhou para a oncologista Dra. Martha Perdicares, outra médica excepcional, e eu teria que fazer pelo menos três sessões de quimioterapias antes da cirurgia, como ele me explicou, seria pra reduzir o tamanho do tumor e dar uma desacelerada em seu crescimento pra que se obtivesse uma segurança maior na cirurgia.
Enquanto ele me explicava, minha cabeça estava a mil, eu pensava..."vou ter que fazer quimioterapia, meus cabelos vão cair, vou sentir todo aquele mau estar?" Não é possível! Ele percebeu que eu estava angustiada e tentava me consolar dizendo..."Vamos negociar...vc faz as três sessões de químios, depois então a gente resolve, pode ser até que a cirurgia seja somente de um quadrante". Ele me encaminhou também para  um cirurgião plástico de sua equipe para se,  no caso de retirada da mama, fosse colocado um expansor pra futuramente fazer a reconstrução.
Fui orientada por ele também a procurar uma psicóloga, pois eu iria me sentir melhor e iria me ajudar muito já que tudo pra mim era novidade, eu jamais imaginava passar por isso tudo!
Realmente foi muito bom ter passado por ela, tive muitas arientações importantes sobre os sintomas das quimioterapias e os efeitos após a cirurgia.
Me explicou que, após a cirurgia, eu não levantasse peso de forma nenhuma,  evitasse exposição ao sol, calor,  pois os braços e mãos poderiam inchar uma vez feito o esvaziamento das axilas e nossa proteção dos braços, são os gânglios linfáticos situados nas axilas e com  a retirada deles, ficamos muito vulneráveis à infecções e inflamações. Inclusive que, quando fosse fazer as unhas não retirasse as cutículas e que também não depilasse as axilas, na intenção de se evitar estes riscos.

domingo, 4 de setembro de 2011

Minha Família


Casada com Denis Simão, dois filhos, Lucas , 27 anos e Bárbara 17.  Eles são meus bens mais preciosos,   levantam meu astral quando estou em baixa e me incentivam pra que eu nunca desista.
Claro que as vezes o astral está em baixa e o sentimento de ser impotente diante do sofrimento é inevitável
.

Um pouco sobre mim...

Minha Cidade natal é Cachoeira de Minas, MG, onde morei até os dezessete anos de idade.  Vim morar em Santos em 1974, onde permaneço até hoje.
As lembranças de minha infância são marcadas por alegrias e ao mesmo tempo pelas dificuldades enfrentadas pelos meus pais, pois com quinze irmãos, eles tinham que nos sustentar, dar educação, enfim...eles souberam fazer isto com muito amor, carinho e paciência. Me sinto muito orgulhosa por eles.